O buzz ainda continua no ar. Na terça à noite, quando o resultado saiu, me senti em plena final de Copa do Mundo, tamanha a emoção. Sabe quando você sente orgulho de fazer parte de uma coisa grande, significativa? Pois é, foi assim que eu me senti. Fiquei orgulhosa de fazer parte de um momento tão importante na história desse país, do mundo. Nunca achei que fosse dizer isso, mas pela primeira vez senti orgulho de fazer parte desse país. Infelizmente, ainda não sou cidadã, não pude votar. Mas torci muito. O discurso dele foi lindo, e eu, é claro, chorei. Chorei com as palavras dele; chorei em ver aquela gente toda lá, feliz, celebrando; chorei quando ele e a Michelle se abraçaram. Pra mim, aquele foi um abraço de cumplicidade, de agradecimento. Como se ele estivesse dizendo pra ela ”obrigada por aguentar essa jornada”, e como se ela estivesse dizendo pra ele “você me orgulha”. Me emocionei de ver aquela família linda. Não, eu não acho que tudo será perfeito. Acho que vai ser um caminho dificílimo pra ele, e pro povo americano também. Mas o mais importante disso tudo é que ele representa a esperança que as coisas aqui podem sim, mudar. Adorei o que o Paul Kruman, colunista do NY Times, falou num artigo hoje:
“Se a eleição do nosso primeiro presidente Afro-Americano não te comoveu, não te deixou com lágrimas nos olhos e orgulhoso do seu país, tem alguma coisa errada com você.”
Também fico tentando imaginar como os negros daqui, e do mundo todo se sentiram. Eu imagino que foi algo muito além de orgulho. Termino com uma frase de Mandela, na carta que mandou a Obama, felicitando-o:
“Sua vitória demonstra que ninguém em qualquer lugar do mundo deveria deixar de ousar sonhar em querer tornar o mundo um lugar melhor.” (tradução livre minha)