Foi uma longuíssima jornada, mas finalmente chegamos em casa. Nosso vôo estava programado pro dia 17 de Julho, mas como era Varig, foi cancelado. Aí colocaram a gente em um vôo da Air Canada saindo dia 21 de Julho. Achamos ótimo, ganhamos 4 dias de bônus no Rio!! Parece que a gente saiu do Rio há muitos dias, de tanta coisa que aconteceu entre nós sairmos de casa no Rio e chegarmos em LA.
Ficamos até as 4 da manhã de sexta-feira arrumando as nossas coisas. Eu acabei resolvendo trazer alguns dos presentes, e é claro, estávamos com problemas de espaço. Nós ainda tínhamos as roupas da Filhotinha, porque nós mandamos ela sem nada, pra não dar mais confusão. Tentamos de tudo pra não ter que trazer uma quinta mala, que pela Air Canada nos custaria $104. Mas não teve jeito. Mor ficou irritado, claro. Tinha muita coisa delicada e de quebrar. Mas no final deu tudo certo.
Acordamos às sete e meia. Nem posso dizer que dormimos né, foi só um cochilo. Enquanto nos arrumávamos, meu pai ligou e disse que a Varig tinha cancelado todos os vôos – o nosso vôo Rio x SP era Varig. Ligamos pra lá e fomos informados que tinha sido cancelado mesmo. Às nove e quinze saímos de casa, em um táxi com as nossas 5 malas e 4 carry-ons. Estão imaginando a cena? Parecíamos dois retirantes. Acabamos saindo do Rio quase uma hora mais cedo, porque a Varig não tinha cancelado todos os vôos e nos colocaram num vôo diferente. Fomos felizes da vida pra SP, pensando que poderia ter sido pior. Ainda teríamos que ficar 8 horas esperando o vôo da Air Canada que sairia às 21:30 pra Toronto. Chegando em SP fomos ver quanto custava pra deixarmos nossas malas em um locker. A bagatela de R$18,00 por mala. Resolvemos ficar passeando com as malas mesmo, porque não ia rolar desembolsar R$90 pra guardar mala. Almoçamos e fomos sentar numa cafeteria. A princípio íamos escolher as fotos do casamento, pra mandarmos por Sedex pros meus pais. Mas decidimos trazê-las conosco, porque estávamos super cansados, e porque também não dá pra escolher fotos rápido assim. Resolvemos que iríamos fazer o check-in na hora que abrisse – às 6 da tarde – e depois iríamos pra um hotel dormir um pouco. Ficamos uma hora na fila até sermos atendidos. Tínhamos combinado que a gente ia tentar não pagar a taxa da mala extra, íamos falar que a Varig nos disse que por causa da confusão toda eles nos dariam uma bagagem extra. Não custa nada tentar né? A mocinha perguntou ao supervisor e ele disse que não tinha nada disso no sistema, que nós teríamos que pagar. A essa altura, falamos tudo bem, pelo menos tentamos. Mas aí a mocinha vem nos dizer que eu estava na classe executiva, e que classe executiva podia levar 3 malas. Olhamos um pra cara do outro espantados, mas tentando não demonstrar. A mocinha mostrou a minha passagem pro supervisor, e ele disse que não poderia aceitar aquela passagem, porque apesar de dizer que era classe executiva, a tarifa era econômica promocional, e que teríamos que ir a Varig e trocar a passagem em menos de uma hora e meia. Esperamos mais de uma hora na fila da Varig, e como não somos bobos nem nada, falamos pra supervisora da Varig, que por causa da confusão toda, prometeram pra gente um assento na classe executiva. Alegamos que eles fizeram isso pra que pudéssemos embarcar 3 malas sem pagar. A mulher checou umas coisas no computador, ligou pra Air Canada, e nos deu um tal de FIM, que agora eu até já esqueci o que significa, mas é como se fosse um papel corrigindo a passagem. Voltamos à Air Canada e fizemos nosso check-in. Os atendentes não entendendo muito o que estava acontecendo. A essa altura já era oito e meia, e tínhamos que entrar na fila da alfândega. Como não tínhamos dois assentos na classe executiva, combinamos que ofereceríamos minha vaga à pessoa que estivesse do lado do Mor, pra nós podermos ir juntos. Eu sei, eu sei… Isso provavelmente nunca mais vai acontecer, mas viajar sozinha sabendo que ele estava no avião também não rolava. Mor perguntou pro menino, que tinha uns vinte e pouquinhos anos e era brasileiro, “você quer sentar na classe executiva?”. O menino respondeu “não, aqui não é classe executiva, não”. Mor explicou que eu estava na classe executiva e queria sentar ao lado dele. O menino na mesma hora falou claro, com uma cara meio de bobo, como se não estivesse acreditando no que tinha acabado de ouvir. Disse obrigado umas 350 mil vezes. O comissário ficou olhando pra gente como se estivesse chamando nós dois de loucos. Ficamos felizes da vida, porque o que queríamos mesmo era não ter que pagar pela mala extra. O comissário que nos viu fazendo a troca contou pro outro comissário, que foi super legal com a gente durante o vôo todo. Nos deu headsets e cobertores da classe executiva, e uma garrafa de champanhe. Nós acabamos conversando com ele durante um bom tempo, ele era muito gente fina.
Quando chegamos em Toronto passamos pela Imigração, e nos disseram que nossas malas iam direto pra um outro local, já que ainda seguiríamos pra LA. Quando estávamos na fila pra alfândega, vimos nossas malas descendo a esteira e voltamos pra pegá-las. Das 5, só duas vieram. Conversamos com uma pessoa da Air Canada e fomos informados que as malas não deviam ter ido parar ali, mas que quando isso acontece eles mesmos levam pro local certo, mas porque as malas já estavam com a gente, nós teríamos que levá-las pro lugar da conexão. Quando chegamos na porta da sala da conexão, fomos informados que tínhamos que ir pra fila pegar nosso cartão de embarque. Fiquei na fila e Mor foi falar com alguém da Air Canada. Disseram pra ele que eu não tinha reserva naquele vôo, que ficaria em stand by. A essa altura do campeonato eu já estava exausta. Tão cansada que estava rindo da situação. Fomos tentar pegar nossas malas, que não estavam em lugar nenhum. Falaram pra gente que era pra gente esperar, pra ver se elas vinham pela esteira. Uns 5 vôos diferentes chegaram e nada das malas da gente. Depois de 2 horas, encontraram nossas malas, e tivemos que ir correndo pra tentar entrar no vôo, que já estava embarcando. Só sei que no final das contas eu consegui embarcar, e colocaram nós dois na classe executiva. Ufa!! Estão cansadas de ler? Será que estou esquecendo de alguma coisa?? Hahahaha!! Foi um total de 32 horas desde hora que saímos de casa no Rio até a hora que chegamos em casa em LA.
A casa estava um forno, literalmente. Tomamos um banho e saímos pra almoçar. Voltamos, tomamos outro banho e fomos tentar achar um ar condicionado pra comprar. Não dava pra dormir daquele jeito. Fomos em todas as lojas possíveis que vendiam ar condicionado aqui perto da gente, e nada. Nenhuma loja tinha mais. Ficamos desesperados. Nós estávamos literalmente pingando. Resolvemos dormir na sala, que estava mais fresco, e no meio da noite fomos pro quarto. Nem preciso dizer que foi uma noite infernal, não dormimos nada.
Hoje de manhã acordamos e fomos procurar mais. Tivemos que ir a outra cidade, onde a mãe da Filhotinha mora, que fica a uns 40 minutos daqui. Depois de procurar em 4 lojas, achamos um que coubesse na nossa janela – porque ainda tinha esse problema de não caber. Mor tá lá instalando agora. Não vejo a hora de ir pro fresquinho. A temperatura é de 34 graus Celsius, com a sensação de 38 graus. E aqui não tem quase nada de umidade. Eu que não gosto de chuva estou rezando pra chover. Daqui a pouco nós temos que ir buscar a Filhotinha na casa da mãe dela, e a temperatura lá está 44 graus… Not looking forward to that…
Ainda tenho muita coisa pra contar da viagem, do casamento, do meu encontro com a Ju e a Claudinha. Muitas fotos pra mostrar. Mas depois eu volto. E agora que voltamos à vida normal, vai ficar muito mais fácil escrever no blog… Amanhã eu volto ao trabalho, depois de 7 semanas sem trabalhar… Já desacostumei… Hahahahaha.
Beijocas!