
O dia começou me lembrando que eu estou mesmo ficando velha. Acordei às oito da manhã, acesa, acesa. Não acreditei que aquilo estava acontecendo! A semana inteira eu espero pelo momento de poder dormir até um pouquinho mais tarde no fim-de-semana.
Acordei Mor, porque eu não consigo ficar acordada sozinha. Coitado, se ele fizer isso comigo é um homem morto!! Ganhei meu presente: uma argola linda de ouro branco, bem diferente, bem fininha. Depois disso eu resolvi levantar, e ele voltou a dormir. Fiquei fazendo nada pela casa, tomei banho, me arrumei e saímos pra almoçar e fazer umas comprinhas. Almoçamos em um restaurante da Cingapura chamado Banana Leaf no Farmer’s Market, um lugar muito legal aqui em LA que tem milhões de restaurantes e lojinhas. E também um shopping ao ar livre – The Grove - que tem uma banda tocando todos os finais-de-semana. Muito legal.
Depois de lá fui fazer minhas unhas – com uma Vietnamita, claro – pra ter unhas decentes na noite do meu aniversário. Não preciso nem dizer que a manicure só durou um dia né?
Nós já estávamos planejando o meu aniversário há um tempo, porque eu queria fazer algo além de ir jantar. Então convidamos um casal de amigos e combinamos de sairmos pra dançar depois do jantar. Mas Murphy não poderia deixar meu dia passar assim em branco. Quando eu estava tomando banho, o amigo da gente liga e diz que o filho tinha caido em cima da janela, vazado o vidro e cortado o braço tão fundo que eles tiveram que chamar os paramédicos. Eles estavam a caminho do hospital. A criança tem só 5 anos. Eu não consigo nem imaginar uma coisa dessas acontecendo comigo, meu estômago até embrulhou.
Terminamos de nos arrumar e ligamos pro táxi. Resolvemos ir de táxi pra não termos que nos preocupar em não beber muito. Jantamos em um restaurante chamado The Little Door. Um ambiente maravilhoso. A maior parte das mesas fica num patio cheio de plantas, árvores, e uma mini-cachoeira. Super-romântico. No caminho pra mesa Mor faz uma cara de “será que ela viu quem está aqui?” Eu sempre avisto gente famosa, e ele fica achando que eu vou fazer alguma coisa e dar vexame. Uma notinha: eu nunca fiz isso. Como eu sabia que tinha alguém conhecido pela cara dele, comecei a procurar. Não precisei procurar muito, e logo logo avistei o deus do Doug Savant, o Tom de Desperate Housewives. Gente, o que é aquele homem? Ele consegue ser mais charmoso do que na tv. Quis tirar uma foto discretamente, mas fui proibida… Pelo marido, é claro.
O jantar foi ótimo. Até um prato com 5 sobremesas eu ganhei. Entre elas, a favorita da Claudia, crème brulée.Uma taça de vinho branco, outra de Sherez, e uma garrafa de Pinot depois, resolvemos perguntar ao nosso garçon um bar legal pra gente ir por ali mesmo. Ele recomendou o Lola’s. Pegamos um táxi e fomos.
Gostamos do bar logo de cara. Vários ambientes diferentes. Fiquei em dúvida na hora de escolher a bebida. Todo mundo parecia estar bebendo algo vermelho num copo de martini – eu nunca bebi martini na minha vida. Logo aprendi que aquele drink era Cosmo, e resolvi pedir. Gente, foi meu único drink da noite depois do vinho. E não precisava de mais. Não me lembro do caminho de volta pra casa. E nem preciso dizer pra vocês o que aconteceu quando cheguei em casa.
O resultado disso tudo foi um domingo de ressaca pura. Daquelas bem ruins mesmo! Mor me acompanhou na preguiça, mas não na ressaca. Ele foi mais esperto e bebeu outra coisa. Passei o dia inteiro achando que fosse colocar os bofes pra fora. E só mais tarde fui ficar sabendo que Cosmo e álcool puro. Não riam de mim. Eu gosto de cerveja e vinho, não sou de beber drinks – a menos que seja uma caipirinha muito da boa.
Valeu a pena. Nós nos divertimos, mesmo não tendo saído pra dançar. A dança ficou pra outro dia!