Deixa eu falar

"Life is what happens with you while you're busy making other plans."

I wish I had more time… September 28, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 1:26 am

Ultimamente eu tenho desejado que meu dia tivesse mais horas. Muito mais horas. Queria também que o tempo não passasse tão rápido quando chegasse em casa do trabalho. Tenho milhões de coisas pra fazer, mas tudo que quero é relaxar. Não tenho tido tempo pra ler meus blogs favoritos, nem escrever no meu que eu mal comecei.

Mas também não posso reclamar. Há algumas semanas atrás não me aguentava de tédio por não ter nada pra fazer…

Acho que preciso me organizar. Tenho muitas idéias. Muitas coisas pra escrever aqui. Vou tentar voltar mais tarde pra postar alguma coisa interessante. Só queria deixar registrado que não morri, não sumi.

 

Papo bom September 24, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 4:36 am

Hoje falei com a Cynthia no telefone. Ela me ligou e o papo foi bem legal. Conversamos um pouquinho sobre várias coisas: casamento, imigração, Califórnia, Virgínia, como viemos parar aqui, e claro, não poderia deixar de perguntar sobre a Megan!

Cynthia, adorei te conhecer! Vamos nos falar mais vezes!

 

Aceita um cafezinho? September 23, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 4:15 am


A nova paixão do Mor agora é café expresso. Há umas duas semanas começamos a ir todos os dias depois do jantar tomar um cafezinho no Coffee Bean, mas ontem ele resolveu “pesquisar” como fazer um expresso perfeito.

Claro que eu achei graça né… Nos temos uma máquina de expresso aqui em casa. Só que nós não sabíamos que era uma máquina de expresso. Achávamos que era simplesmente uma máquina de fazer café. Também, não é A máquina de expresso, mas funciona muito bem. Ainda bem que existe o Google!!

Ele esta empolgadíssimo! Comprou um negócio que serve pra prensar o café, e comprou um café especial pra expresso. Vocês tinham que ver a cara dele quando ele viu aquela espuminha na xícara. Parecia pinto no lixo. E quando experimentou o café? Ficou felicíssimo do gosto ser parecidíssimo.

E é claro, eu que sai ganhando!

 

Ai, ai… September 21, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 5:29 pm

Às vezes não entendo os seres humanos…

Pra que vocês não fiquem totalmente perdidos, vou fazer uma breve introdução à historinha. Na semana passada minha agência me ligou com um emprego. Esse seria temporário como os outros, mas com grandes chances de virar definitivo.

Bom, segunda foi meu primeiro dia. Empresa legal, nova. Filial de uma imobiliária que tem “branches” no país todo. Essa filial abriu há duas semanas. O lugar é super ‘muderno’.

Logo de manhã cedo o presidente da empresa me chamou pra conversar. Perguntou há quanto tempo eu trabalho para a agência, meu “background”, essas coisas. Falei pra ele que era Psicóloga, no Brasil (porque aqui eu não sou nada). Ele mandou “ah, eu também fiz Psicologia na graduação, mas não continuei porque tinha que dar um rumo na minha vida.” Hãn? Como se Psicologia não fosse rumo nenhum. Whatever. Entrou por um ouvido e saiu por outro. Estou ficando craque nisso quando converso com gente idiota. Anyways… Continuando, ele começou a descrever o meu “cargo” – que pra mim não precisava de nenhuma explicação. Agora, podem rir: “Diretora de Primeiras Impressões”. Puta merda. Como assim? Na hora não sabia se ria ou se pedia pra ele repetir. O nome é recepcionista e ponto, nada mais. Esse povo tem mania de inventar, de classificar, de dar nome a tudo. Adoram complicar, é impressionante! Aqui, zelador é “Custodial Engineer”, quem limpa privadas é “Latrine Specialist”. Não dá. Tudo tem que ter um título. Mas voltando à conversa com o “presidente” da empresa, ele manda a famosa “aqui você tem oportunidade de crescer.” Odeio isso. Pra quê? Crescer pra onde? Eu entrei pra ser recepcionista, e esse não é meu sonho de carreira. Não sonho em ser “Presidente de Primeiras Impressões”, já pensou?

Mas engoli aquela abobrinha toda e fiz meu trabalho direito. Liguei pro Mor e disse que achei tudo aquilo muito estranho, meio conversa pra boi dormir. Mas, precisava trabalhar.

Ontem, meu segundo dia, uma das meninas da agência aparece do nada no meu trabalho e pede pra eu dar um pulinho lá pra conversar com a coordenadora. Ela disse pra não me preocupar, mas é claro que eu achei que tivesse feito merda.

Chegando lá ela me pergunta se a gerente (ou sei lá que nome criativo ela tem) tinha conversado comigo. Claro que não! Covardes! Ela então me contou que ontem seria o meu úlitmo dia, porque eles haviam contratado alguém fixo. Falou um historinha lá que eu não acreditei muito não. Irmã de não sei quem… Mais história pra boi dormir. Mas na mesma hora me informou que já tinha outra coisa pra mim. Pelo menos isso. Ainda paga mais.

Agora, peraí! Eu trabalho pra uma agência temporária. Já espero mesmo só trabalhar um, dois dias, uma semana, sei lá. A impressão que me deu foi que estavam com medo de eu fazer merda só porque não ficaria muito tempo. Isso já tinha acontecido com eles, a agente me contou. Aparentemente várias pessoas já foram recepcionistas no período de duas semanas. Mas o que eu acho mesmo é que eles não querem pagar a taxa da agência. Depois eu juntei vários pontinhos e vi que desde o primeiro dia eles sabiam que eu so ficaria dois dias mesmo. Nada profissional.

Quando estava indo embora o “presidente”, que não tinha me informado que seria meu último dia, me agradeceu por TUDO (?) e que queria que eu entendesse que eu tinha sido ótima, não era nada contra mim, mas é que a pessoa que surgiu tinha “real state license”, que interessava pra eles. Mais uma vez, conversa pra uma boiada inteira dormir. Recepcionista não precisa de licensa nenhuma. Mas eu devo ter cara de idiota.

Desculpem pelo desabafo. Eu sei que disse que não faria outro post longo…

 

"Thank you for calling…" September 17, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 4:16 pm

Warning: post grande!!

Ontem tive meu primeiro emprego como “temp”. Pois é. Assim como tudo aqui nesse país, as pessoas são classificadas de acordo com o que elas fazem. “Temp” porque sou uma funcionária temporária. Sou contratada de uma agência de empregos e eles são os que arrumam emprego pra mim. Geralmente, nada fixo. Mas também nada impede que possa vir a ser. Vocês devem estar se perguntando o por quê de eu ter escolhido ser “temp” ao invés de simplesmente arranjar um emprego… Eu quero poder ter flexibilidade de ir ao Brasil, pelo menos no próximo ano. Já sei que vou em dezembro, pro Natal, e ano que vem em Junho, pro casamento. Então, “temping” é a melhor maneira de trabalhar no momento. Eu não conseguiria tantas férias assim num emprego normal.

Mas voltando à ontem, a agência me ligou às oito e pouca da manhã (pois é, é assim mesmo, como se você estivesse de plantão). Ainda estava dormindo e tive que pensar rápido no que estava acontecendo. Me ofereceram um “assignment” (como eles chamam) pra ontem mesmo, como recepcionista. Aceitei, claro. Afinal, foi pra isso que fui contratada: trabalhar.

Como a chamada era de emergência, tinha que estar na empresa o mais rápido possível. Fiz tudo voando e saí. A empresa era a matriz (eu acho) do John Paul Mitchell. Aquele mesmo… Dos cabelos, dos produtos de cabelo “famosos”.

Quando cheguei lá, fui logo apresentada ao que teria que fazer: atender telefones. Fácil. Mas peraí! Oito linhas? E ainda por cima era o sistema de “switchboard”, que você tranfere pra lá e pra cá. Nunca tinha mexido com aquilo na minha vida. Além de tudo, a empresa tinha umas 30 pessoas, para as quais eu teria que passar ligações. Mas com um porém: algumas não estavam lá, estavam em outro escritório. Então eu teria que informar a quem estivesse ligando e perguntar se a pessoa queria deixar recado ou ligar pra outra empresa. A assistente do poderoso não atendia a todas as chamadas, as chamadas tinham que ser anunciadas pra que ela escolhesse se queria ou não atender àquela pessoa. E é claro que eu nunca entendia o nome das pessoas direito.

Mas eu acho que com o correr do dia eu fui melhorando (o telefone também tocou bem menos!). É claro que fiz algumas besteiras. Na hora de atender meu primeiro telefonema, embolei o nome da empresa: “Thank you for calling John Paul siiss…” Um horror. Bem na frente da mulher que estava me treinando. É claro que ela me corrigiu. Rapidamente escrevi o que tinha que dizer num pedaço de papel e toda vez que o telefone tocava fixava meus olhos naquelas palavras. O que não impediu que eu ainda embolasse de outras vezes… Fora que tive que ter o maior cuidado pra não dizer o que digo na outra empresa que trabalhei nos finais-de-semana nesse verão. Pelo menos isso eu consegui. Ainda transferi ligações pra pessoas erradas… E acho que fiz isso quando o “poderoso” ligou. Oh well.

No final do expediente reinforcei que era a minha primeira vez usando “switchboard” e perguntei como tinha sido. Ela disse “you were great”. Aham. Falou. Pra mim tá bom então. Fui pra casa satisfeita. Morrendo de fome, porque estava tão nervosa que nem almoçar direito consegui.

Segunda-feira tem mais. Em outra empresa, claro. Nessa talvez eu fique por mais tempo. Depois eu conto. Mas prometo que não vou encher o saco com um outro post tão longo…

Beijos e um ótimo fim-de-semana!!

 

Susto e medo September 13, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 2:02 am

Estávamos no mercado comprando legumes e verduras quando, de repente, a luz acabou. Olhamos um pra cara do outro e brincamos (brincadeira boba, eu diria) “devem ser os terroristas”. Dois minutos depois o telefone toca. Era a sogra avisando que ela tinha visto na TV que toda a cidade de Los Angeles e o vale de San Fernando estavam sem eletricidade. Meu estômago embrulhou. Frio na barriga. Já estávamos na fila do caixa, que estava parada porque nada funcionava sem eletricidade: a balança, a caixa registradora, a gaveta de dinheiro. O lugar tinha um gerador, mas tínhamos que esperar até que o pessoal do mercado o colocasse para funcionar. A cada momento que passava o aperto no meu peito aumentava. Eu que nunca tive medo de ataque terrorista – ou seria melhor dizer achava que não tinha? – , hoje estava aterrorizada. E não era à toa. Ontem a Al-Qaeda lançou uma nova ameaça aos EUA. E dessa vez disse que o alvo seria Los Angeles (além de Melbourne, AUS).

O que eu mais queria naquele momento era pegar o carro e vir pra casa. Sabíamos que o trânsito estaria um caos, já que a maioria dos semáforos não estavam funcionando. Depois de finalmente conseguirmos pagar as compras, entramos no carro pra irmos embora. O rádio falando mil coisas. Descartando a possibilidade de terrorismo, mas também sem nenhuma informação do que realmente havia acontecido. Resolvemos parar num supermercado no caminho pra comprar água. “Just in case”. Quando chegamos em casa a energia já havia voltado em algumas áreas, incluindo a nossa. O que estão dizendo é que o que causou tudo isso foi o erro de um funcionário, que cortou um cabo errado. Não sei se acredito. Não sei se o resto da população acredita. Achei muita coincidência depois do “anúncio” de ontem. Acho que é so esperar pra ver. Só sei que ainda estou com medo.

 

Where’d all the good people go? September 9, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 6:12 pm

Ontem fomos assistir ao filme The Constant Gardener, baseado no romance de John Le Carre, dirigido por Fernando Meirelles, com os atores Ralph Fiennes e Rachel Weisz. Adorei o filme.
Ja tinha visto o trailler ha uns dois meses atras, li as criticas, e realmente Fernando Meirelles caprichou. Rachel Weisz e Ralph Fiennes me fizeram sentir parte da historia. Sai do cinema com um aperto no peito, indignada, triste. Foi ruim sair de la pensando que historias como aquela infelizmente acontecem.

Ja tinha um bom tempo que nao iamos ao cinema. Geralmente assistimos a DVDs que recebemos pelo Netflix, aqui mesmo no conforto da nossa casa. Ontem, mais uma vez, descobri porque cada vez saimos menos. Chegamos cedo no cinema, na verdade, fomos as duas primeiras pessoas a entrar na sala que provavelmente cabia umas duzentas pessoas. Escolhemos um lugar e sentamos. Mais umas dez, talvez quinze pessoas chegaram depois da gente. Tinha muito lugar pra sentar. Nao e que no inicio do filme, chega um casal, passa na frente de outras pessoas e adivinhem onde eles foram sentar? Isso mesmo, bem na nossa frente. Olhamos um pra cara do outro, com cara de bobos mesmo, nao acreditando na situacao. Resolvemos mudar de lugar. Nao da pra entender o que passa na cabecinha dessas pessoas… As vezes me pergunto se e possivel que as pessoas sejam realmente tao egoistas e ’self-absorbed’ assim. Curtimos o filme e fomos pegar o carro pra irmos embora. Quando chegamos na guarita do estacionamento o guardinha fala “Seven dollar”. Como assim? Nao sao tres horas gratis? Nos fomos ao cinema! “Ah! Have ticket? Three dollar.” Mas nao sao tres horas gratis? “Oh, but eight minute.” Ficamos os dois com cara de idiota. Pagamos os oito minutos mais caros das nossas vidas e fomos embora. Viemos os dois mudos ate em casa. Acho que foi um mixto de indignacao, surpresa, sei la… Me peguei cantando a musica do Jack Johnson “Where’d all the good people go?”

. . .

Fiquei muito feliz e surpresa quando vi que tinha meu primeiro comment!!
Obrigada Denise! Seu blog foi um dos primeiros que comecei a ler, e me inspira muito!

 

Premiere September 8, 2005

Filed under: Uncategorized — camila @ 9:08 pm

Finalmente resolvi criar um blog. Ha tempos venho lendo “blogs alheios” e isso me despertou uma vontade imensa de escrever tambem. A duvida era: o que vou escrever? pra quem? e se nao estiver inspirada? Hoje decidi nao responder a nenhuma dessas perguntas e criar o “Deixa eu falar…”

Whatever happens, happens…